Luis Eduardo Luna (n. 1947, Florencia, Caquetá, Colômbia) é antropólogo, etnobotânico e acadêmico, internacionalmente reconhecido por seu trabalho pioneiro sobre ayahuasca, tradições xamânicas amazônicas e a relação entre plantas mestres, cognição e cultura. Sua contribuição tem sido fundamental para construir pontes entre a pesquisa acadêmica e o conhecimento ancestral dos Povos Indígenas da Amazônia.
Luna formou-se em ciências sociais e literatura na Colômbia e posteriormente obteve um mestrado em filosofia e um doutorado em antropologia pela Universidade de Estocolmo. Sua pesquisa etnográfica com praticantes vegetalistas peruanos e curandeiros amazônicos levou-o a documentar práticas tradicionais, visões e sistemas simbólicos associados ao uso ritual da ayahuasca. Seu livro clássico Vegetalismo: Shamanism among the Mestizo Population of the Peruvian Amazon é uma obra fundamental na área.
Por mais de três décadas, lecionou em instituições como a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade de Helsinque e o Instituto de Estudos Amazônicos de Iquitos. Também cofundou, junto ao artista peruano-alemão Pablo Amaringo, a Escola Amazônica de Pintura USKO-AYAR, que deu origem a um movimento de arte visionária reconhecido mundialmente.
Luna é também coeditor do Ayahuasca Reader e autor de inúmeras publicações acadêmicas e palestras internacionais. Sua trajetória destaca-se pela defesa do valor intelectual, espiritual e cultural das tradições amazônicas, promovendo um diálogo respeitoso entre a ciência moderna e os conhecimentos ancestrais que há séculos preservam o uso das plantas sagradas.
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