Além da proibição: rumo a modelos baseados em direitos

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Esta sessão busca explorar caminhos regulatórios emergentes para a ayahuasca e outras medicinas tradicionais indígenas — da descriminalização e das isenções religiosas à autorregulação comunitária e a marcos baseados em direitos. Moderador: Jesús Alonso Olamendi.

vozes destacadas

Ismail "Izzy" L. Ali
Advogado e codiretor executivo da MAPS

Ismail Lourido Ali, JD, atua como Co-Diretor Executivo da MAPS. Ismail participa ativamente do movimento de reforma das políticas de drogas há mais de uma década, trazendo uma perspectiva informada por quase uma vida inteira de experiências pessoais diversas com psicodélicos e outras substâncias.

Anteriormente, como Diretor de Políticas e Advocacy da MAPS, Ismail apoiou o desenho, o desenvolvimento e a implementação de reformas em políticas relacionadas aos psicodélicos em âmbito nacional e internacional. É cofundador e co-presidente do conselho da Psychedelic Bar Association e possui licença para exercer a advocacia no estado da Califórnia.

Ismail já atuou como consultor, possui afiliação formal ou exerceu funções de liderança em diversas organizações do ecossistema de políticas de drogas, incluindo Students for Sensible Drug Policy, Chacruna Institute, o Ayahuasca Defense Fund e o Alchemy Community Therapy Center (anteriormente Sage Institute).

Tashka Yawanawa
Presidente da Associação sociocultural Yawanawa (ASCY) e Liderança Política Yawanawa

Tashka Yawanawa é uma das principais lideranças do povo Yawanawa, da Terra Indígena do Rio Gregório, no Acre, Brasil. Reconhecido internacionalmente por seu papel no fortalecimento cultural, espiritual e político de seu povo, Tashka tem dedicado sua vida à proteção do território Yawanawa, à valorização dos saberes tradicionais e ao diálogo entre os mundos indígena e não indígena. Ao lado de sua esposa Laura, impulsionou iniciativas pioneiras de sustentabilidade, educação tradicional e protagonismo indígena em espaços globais, como a ONU e conferências climáticas internacionais.

Natalia Rebollo
Advogada internacional de direitos humanos e co-diretora da Aliança de Sistemas de Conhecimento do ICEERS

Natalia Rebollo é uma advogada em Direitos Humanos com uma sólida formação acadêmica, que inclui um Mestrado em Direitos Humanos e Direito Humanitário pela Sciences Po (Paris), e especializações em Direito Internacional pela American University e em Políticas de Drogas pelo The Graduate Institute, em Genebra.

Atualmente, como Codiretora de Alianças de Conhecimento da Fundação ICEERS, seu trabalho se concentra na construção de pontes entre saberes, estabelecendo alianças interculturais em nível estratégico com líderes Indígenas e na defesa dos direitos dos Povos Indígenas. Essa função é uma evolução do seu papel como Coordenadora do Programa de Defesa Legal (ADF), cargo que exerceu durante 8 anos e no qual defendeu pessoas processadas pelo uso de plantas ancestrais em mais de 48 países.

Sua liderança e o impacto do seu trabalho lhe renderam o reconhecimento da Revista Foro Jurídico, que a nomeou uma das advogadas mais influentes do México.

Beto Marubo
Membro da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA) e Liderança Marubo

Beto Marubo, líder Indígena do povo Marubo, é uma das vozes mais proeminentes na defesa dos Povos Indígenas Isolados no Brasil. Como membro da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA), uma organização dedicada à proteção e fortalecimento dos Povos Indígenas no Território Indígena do Vale do Javari, no estado do Amazonas — onde se encontra o maior número de Povos Indígenas em Isolamento Voluntário do mundo — Beto desempenha um papel fundamental nessa causa.

Ele atuou como coordenador em Frentes de Proteção Etnoambiental da Funai, onde trabalhou para salvaguardar os territórios desses povos, incluindo a Frente de Proteção Etnoambiental Vale do Javari (FPEVJ). Entre 2009 e 2014, coordenou o Setor de Fiscalização da Funai em Atalaia do Norte e, desde 2017, representa a UNIVAJA em Brasília, fazendo parte de sua coordenação.

Em colaboração com Bruno Pereira, fundou a Equipe de Vigilância da UNIVAJA (EVU), que foi reconhecida pela ONU por seu trabalho inovador na proteção da Terra Indígena Vale do Javari.

Tópicos

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