Atira Tan é palestrante TEDx, autora, especialista em trauma somático, educadora e profissional humanitária com mais de vinte anos de experiência apoiando sobreviventes de trauma complexo, abuso sexual, tráfico de pessoas, guerra e deslocamento forçado. Como fundadora da Art to Healing, liderou programas de recuperação de trauma que atenderam milhares de sobreviventes na Ásia e no Pacífico.
Atira é uma pioneira na educação psicodélica informada pelo trauma. Desenvolveu a formação Trauma-Informed Plant Medicine Facilitator Training e o programa Somatic Plant Medicine Integration Program, por meio dos quais capacitou mais de 1.000 facilitadores em todo o mundo. Durante sete anos atuou como diretora de Preparação e Integração da AYA Healing Retreats e integra o corpo docente de organizações como Synthesis, ICEERS, BMed, Inward Bound, Kiyumi e outras instituições de referência.
Atualmente codirige o Somatic Psychedelic Facilitator Certificate com o The Embody Lab e atua como membro do conselho diretor da Nectara, organização sem fins lucrativos que oferece apoio gratuito e acessível para integração de experiências psicodélicas.
Nascida em Singapura e criada em Melbourne, divide atualmente seu tempo entre a Tailândia e a Espanha enquanto conclui seu doutorado na EGS (European Graduate School), na Suíça.
Jerónimo Mazarrasa é Diretor de Programas da Fundação ICEERS, onde seu trabalho se concentra em maximizar os benefícios e minimizar os riscos associados à globalização das práticas cerimoniais com plantas.
Ele tem colaborado com comunidades de facilitadores em processos de autorregulação, desenvolvido ferramentas, iniciativas e programas de capacitação em redução de danos, além de ter encomendado pesquisas científicas, relatórios jurídicos e de políticas públicas para definir propostas de integração das práticas cerimoniais com plantas nas sociedades do Norte Global.
Antes disso, escreveu e produziu quatro documentários que exploram diferentes aspectos do encontro entre a cultura ocidental e o conhecimento Indígena — desde o uso da ayahuasca no tratamento da dependência química com Gabor Maté, até os Kogi da Colômbia, as religiões ayahuasqueiras brasileiras e Tawai, o último longa-metragem de Bruce Parry.
Mazarrasa viajou extensamente pela América do Sul, pesquisando uma ampla variedade de práticas de ayahuasca — Indígenas, mestiças e ocidentalizadas — e tem realizado palestras internacionais sobre o passado, o presente e o futuro da globalização das medicinas tradicionais Indígenas.
Benki Piyãko é uma importante liderança do Povo Ashaninka do Rio Amônia, amplamente reconhecido como empreendedor social, ativista ambiental e defensor dos direitos humanos. Além de ser um líder espiritual Indígena, ele é um dos criadores da Conferência Indígena da Ayahuasca. Como Presidente do Instituto Yorenka Tasorentsi, em Marechal Thaumaturgo, Estado do Acre, ele desenvolve atividades de reflorestamento de áreas degradadas, piscicultura, e a formação e conscientização da sociedade local e global sobre a proteção ambiental e o fortalecimento cultural Indígena.
Como guardião das tradições ancestrais de seu povo, Benki se empenha em transmitir conhecimentos sobre a floresta, a medicina tradicional e a espiritualidade Ashaninka. Ele é uma voz influente em fóruns nacionais e internacionais e coordena iniciativas locais e globais voltadas para a proteção ambiental, incluindo a preservação das nascentes dos rios e o fortalecimento das comunidades Indígenas, tanto no Brasil quanto em outros países. Além disso, é amplamente reconhecido por sua sabedoria, habilidade de diálogo e compromisso inabalável com a preservação do patrimônio ambiental e cultural do planeta.
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