Taita Luciano Mutumbajoy Buesaquillo é médico tradicional e líder espiritual do povo Inga do Piemonte Andino-Amazônico colombiano, nascido em Mocoa, Putumayo. Com mais de sessenta anos de trajetória na medicina tradicional do yagé e no uso de plantas medicinais, dedicou sua vida à preservação dos conhecimentos ancestrais, à proteção do território e ao fortalecimento cultural dos povos indígenas.
Como autoridade do Cabildo Indígena Inga Kamëntsá de Mocoa, promoveu desde 1987 os primeiros encontros e intercâmbios entre médicos tradicionais do Alto Putumayo, processo que culminou, em 1999, na fundação da União dos Médicos Indígenas Yageceros da Amazônia Colombiana (UMIYAC), organização da qual é membro fundador. Ao longo de sua trajetória, acompanhou processos de fortalecimento organizacional e de medicina tradicional junto a diversas organizações indígenas da Colômbia e compartilhou sua experiência com povos indígenas do Brasil, Costa Rica, Canadá, Estados Unidos e Suriname.
Atualmente integra o Conselho Espiritual de Anciãos da UMIYAC e continua liderando brigadas comunitárias de saúde e processos de educação intercultural. Seu trabalho promove a harmonia entre a Mãe Terra e a humanidade, contribuindo para a preservação da medicina ancestral como fundamento do bem viver e da continuidade cultural dos povos indígenas.
Esneda Hurtado de Mutumbajoy é uma mulher indígena dos povos Inga e Yanacona, nascida em Mocoa, Putumayo, Colômbia. Seu caminho na medicina tradicional começou ainda na infância, ao lado de seu pai, aprendendo por meio da observação e da prática. Aos 18 anos, aprofundou esses conhecimentos com seus sogros, Santiago Mutumbajoy e Ambrosia Jansasoy. Atualmente, segue esse caminho de medicina e espiritualidade ao lado de seu esposo, o Taita Luciano Mutumbajoy, Iachay e guardião de saberes do povo Inga.
A liderança comunitária tem sido um pilar central de sua vida. Em 2003, participou da cofundação da Associação de Mulheres Indígenas Chagra de la Vida (ASOMI), dedicada à preservação dos conhecimentos ancestrais, à proteção da medicina tradicional e do território, e ao fortalecimento do papel das mulheres indígenas como guardiãs da vida e da cultura na Amazônia colombiana. Entre 2007 e 2016, atuou como secretária da organização.
Atualmente integra a Comissão de Território da ASOMI, participando de processos voltados à proteção da água, do território e da vida. Seu trabalho cotidiano concentra-se no cuidado das plantas medicinais, na manutenção de sua chagra, na troca de plantas curativas, no acompanhamento de brigadas de saúde indígena e na transmissão dos saberes ancestrais às novas gerações.
Nixiwaka Biraci Brasil Yawanawa é uma renomada liderança espiritual e política do Povo Yawanawa, Acre, Amazônia brasileira. Ao longo de sua vida, tem se dedicado à preservação da cultura, espiritualidade e dos direitos territoriais de seu povo, com especial atenção à proteção da floresta amazônica.
Sob sua liderança, o Povo Yawanawa obteve o reconhecimento oficial de seu território ancestral e iniciou um movimento de revitalização cultural, com foco na transmissão de saberes tradicionais às novas gerações e na ampliação do diálogo com o mundo.
Desde a década de 1980, Nixiwaka tem sido uma voz importante no movimento Indígena brasileiro, colaborando na fundação de organizações Indígenas amazônicas e latino-americanas. É presidente do Instituto Nixiwaka e um dos criadores da Conferência Indígena da Ayahuasca.
Sua trajetória também se destaca pela construção de pontes entre os conhecimentos ancestrais e os debates contemporâneos sobre sustentabilidade e equilíbrio ecológico. Sua liderança é marcada por um compromisso com a preservação da memória e autonomia de seu povo, a sabedoria ancestral e a urgência de fortalecer as vozes Indígenas no cenário global na construção de um mundo de paz e sustentabilidade.
Benki Piyãko é uma importante liderança do Povo Ashaninka do Rio Amônia, amplamente reconhecido como empreendedor social, ativista ambiental e defensor dos direitos humanos. Além de ser um líder espiritual Indígena, ele é um dos criadores da Conferência Indígena da Ayahuasca. Como Presidente do Instituto Yorenka Tasorentsi, em Marechal Thaumaturgo, Estado do Acre, ele desenvolve atividades de reflorestamento de áreas degradadas, piscicultura, e a formação e conscientização da sociedade local e global sobre a proteção ambiental e o fortalecimento cultural Indígena.
Como guardião das tradições ancestrais de seu povo, Benki se empenha em transmitir conhecimentos sobre a floresta, a medicina tradicional e a espiritualidade Ashaninka. Ele é uma voz influente em fóruns nacionais e internacionais e coordena iniciativas locais e globais voltadas para a proteção ambiental, incluindo a preservação das nascentes dos rios e o fortalecimento das comunidades Indígenas, tanto no Brasil quanto em outros países. Além disso, é amplamente reconhecido por sua sabedoria, habilidade de diálogo e compromisso inabalável com a preservação do patrimônio ambiental e cultural do planeta.
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