Pilar Vergés, conhecida como Iaia Pilar, é uma guia espiritual e uma referência no campo das práticas ancestrais e do trabalho com plantas na Catalunha. Originária de terras catalãs, está vinculada há décadas à região da Garrotxa, onde desenvolveu grande parte de seu caminho em relação ao território, à natureza e aos espaços considerados sagrados.
Com uma trajetória de mais de quarenta anos, Iaia Pilar cultivou um processo de aprendizado e transmissão centrado no uso ritual e simbólico das plantas, integrando saberes locais com influências de tradições Indígenas das Américas. Seu trabalho se situa na interseção entre espiritualidade, ecologia e comunidade, manifestando-se em contextos como temazcais, buscas de visão e espaços de acompanhamento ritual.
Ao longo dos anos, participou e colaborou com diversas iniciativas e coletivos dedicados à recuperação de saberes ancestrais e ao fortalecimento do vínculo entre as pessoas e a natureza. É reconhecida como uma “avó” ou guardiã de sabedoria, acompanhando processos individuais e coletivos a partir de uma perspectiva de cuidado, respeito e escuta profunda.
Seu trabalho se orienta para preservar e transmitir uma visão de vida baseada na reciprocidade, no equilíbrio e na conexão com a Terra, contribuindo para o ressurgimento de práticas espirituais contemporâneas em diálogo com a tradição.
Nos últimos 23 anos, o trabalho de Benjamin De Loenen tem sido dedicado a enfrentar os desafios críticos relacionados à globalização da ayahuasca e de outras medicinas tradicionais indígenas. Seu compromisso mais profundo é garantir que o caminho do cuidado coletivo fortaleça todas as comunidades envolvidas, promovendo alianças entre os sistemas de conhecimento ancestral e ocidental a serviço da cura coletiva e de um futuro regenerativo.
Em 2009, Benjamin fundou a organização sem fins lucrativos ICEERS (iceers.org) como o principal veículo para levar essa missão ao mundo. A partir de 2022, atuou como Codiretor Interino do Indigenous Medicine Conservation Fund (IMC.fund) durante seus anos formativos, até que os codiretores indígenas assumiram a liderança em 2024.
Ele também integrou o Conselho da Global Ibogaine Therapist Alliance, é autor do documentário Ibogaine – Rite of Passage (2004) e do livro Ayahuasca Reframed (2012), é palestrante TEDx e já ministrou conferências em diversas partes do mundo.
Desde 2019, Benjamin tem se dedicado a aprofundar o estudo das ontoepistemologias indígenas, por meio de alianças com guardiões do saber ancestral, comprometendo-se a alinhar sua vida, suas relações e seu trabalho com os aprendizados desse caminho.
Nixiwaka Biraci Brasil Yawanawa é uma renomada liderança espiritual e política do Povo Yawanawa, Acre, Amazônia brasileira. Ao longo de sua vida, tem se dedicado à preservação da cultura, espiritualidade e dos direitos territoriais de seu povo, com especial atenção à proteção da floresta amazônica.
Sob sua liderança, o Povo Yawanawa obteve o reconhecimento oficial de seu território ancestral e iniciou um movimento de revitalização cultural, com foco na transmissão de saberes tradicionais às novas gerações e na ampliação do diálogo com o mundo.
Desde a década de 1980, Nixiwaka tem sido uma voz importante no movimento Indígena brasileiro, colaborando na fundação de organizações Indígenas amazônicas e latino-americanas. É presidente do Instituto Nixiwaka e um dos criadores da Conferência Indígena da Ayahuasca.
Sua trajetória também se destaca pela construção de pontes entre os conhecimentos ancestrais e os debates contemporâneos sobre sustentabilidade e equilíbrio ecológico. Sua liderança é marcada por um compromisso com a preservação da memória e autonomia de seu povo, a sabedoria ancestral e a urgência de fortalecer as vozes Indígenas no cenário global na construção de um mundo de paz e sustentabilidade.
Benki Piyãko é uma importante liderança do Povo Ashaninka do Rio Amônia, amplamente reconhecido como empreendedor social, ativista ambiental e defensor dos direitos humanos. Além de ser um líder espiritual Indígena, ele é um dos criadores da Conferência Indígena da Ayahuasca. Como Presidente do Instituto Yorenka Tasorentsi, em Marechal Thaumaturgo, Estado do Acre, ele desenvolve atividades de reflorestamento de áreas degradadas, piscicultura, e a formação e conscientização da sociedade local e global sobre a proteção ambiental e o fortalecimento cultural Indígena.
Como guardião das tradições ancestrais de seu povo, Benki se empenha em transmitir conhecimentos sobre a floresta, a medicina tradicional e a espiritualidade Ashaninka. Ele é uma voz influente em fóruns nacionais e internacionais e coordena iniciativas locais e globais voltadas para a proteção ambiental, incluindo a preservação das nascentes dos rios e o fortalecimento das comunidades Indígenas, tanto no Brasil quanto em outros países. Além disso, é amplamente reconhecido por sua sabedoria, habilidade de diálogo e compromisso inabalável com a preservação do patrimônio ambiental e cultural do planeta.
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