María Patricia Tobón Yagarí é advogada indígena emberá chamí, defensora de direitos humanos e líder social de Jardín, Antioquia, Colômbia. É formada em Direito pela Universidad de Antioquia e especialista em Direito Constitucional. Foi comissionada da Comissão da Verdade da Colômbia, onde liderou o capítulo étnico, e entre agosto de 2022 e abril de 2024 foi diretora da Unidad para las Víctimas (Unidade para as Vítimas), a primeira pessoa indígena a ocupar esse cargo. Seu trabalho tem se concentrado nos direitos territoriais indígenas, nos processos de consulta prévia e nos direitos das mulheres indígenas.
Nery Yureima Erazo Mutumbajoy é uma liderança indígena do sudoeste da Colômbia, engenheira ambiental especializada em paz e desenvolvimento territorial e coordenadora do Programa de Mulheres da União dos Médicos Indígenas Yageceros da Amazônia Colombiana (UMIYAC). Também integra o Comitê Técnico-Profissional da organização.
Possui uma ampla trajetória de liderança comunitária e exerceu por duas vezes o cargo de governadora de sua comunidade no Médio Putumayo. Nery é uma voz de destaque nos processos de fortalecimento, proteção e transmissão dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas da Amazônia colombiana.
Atualmente trabalha ativamente na construção de marcos internacionais para a proteção da medicina tradicional do yagé. Sua atuação também está voltada para o fortalecimento das capacidades produtivas e para a promoção de modelos de economia circular que gerem autonomia, oportunidades e bem-estar para as mulheres das comunidades indígenas de sua região.
Maira Smith é bióloga (Universidade de São Paulo), com mestrado em Ecologia (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e doutorado em Desenvolvimento Sustentável (Universidade de Brasília). Possui experiência acadêmica nas áreas de etnobotânica e ecologia histórica, desenvolvendo pesquisas na interface entre biodiversidade e cultura. É especialista em indigenismo na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) desde 2012, com atuação na proteção de conhecimentos tradicionais associados ao patrimônio genético (entre outras coisas) e atualmente exerce o cargo de coordenadora-geral e vice-presidente do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen) no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Fernanda Kaingáng, nome indígena Jófej do povo Kaingáng do Sul do Brasil. Primeira advogada Indígena formada na região Sul e mestra em Direito pela UnB, em Biodiversidade e Conhecimentos Tradicionais, é doutora em patrimônio cultural e propriedade intelectual pela Universidade de Leiden (Holanda). Atua há 25 anos como defensora dos direitos Indígenas e ambientais. Fundadora do Instituto Kaingáng (Inka) e do Inbrapi, é especialista em patrimônio cultural Indígena na América Latina. Publicou a tese “Direitos Negados, Patrimônios Roubados” em 2023. Servidora Pública Federal da Funai desde julho de 2025.
Daiara Tukano é artista, curadora, professora e ativista do Povo Indígena Tukano – Yé'pá Mahsã, pertencente ao clã Eremiri Hãusiro Parameri, do Alto Rio Negro. Nascida em São Paulo, ela é graduada em Artes Visuais e Mestre em Direitos Humanos pela UnB, onde sua pesquisa se concentra no direito à memória e à verdade dos Povos Indígenas.
Foi coordenadora da Rádio Yandê (2015-2021) e é membro fundadora da Conferência Indígena de Ayahuasca. Sua trajetória artística inclui participação na 34ª Bienal de São Paulo e o recebimento de prêmios como o PIPA Online 2021 e o Prince Claus Seed Awards, em 2022. Suas obras integram acervos de importantes instituições, como a Pinacoteca de São Paulo, MASP, Museo delle Civilità (Roma) e Mauritshuis Museum (Haia).
Atualmente, é membro do Conselho Nacional de Cultura (CNPC/MINC) para o mandato 2022-2025, representando os Povos Indígenas. Daiara também estuda a cultura, história e espiritualidade de seu povo junto à sua família.
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