Plenária Final: Caminhos e Alianças para um novo tempo

Detalhes completos

Neste sessão de encerramento,refletiremos sobre os caminhos traçados ao longo do Fórum e os desafios que se apresentam no cenário atual. Busca-se o fortalecimento de alianças, a ampliação de espaços de efetiva participação Indígena nas decisões que afetam suas bioculturas e a consolidação de redes globais comprometidas com a justiça, a proteção das bioculturas, tos territórios e da manutenção da Vida. Moderadoras: Shãtsi Piyãko Ashaninka, Aili Pyhälä.

vozes destacadas

Gimar Lucitante
Liderança indígena e defensor dos processos organizativos amazônicos

Gimar Lucitante nasceu em 5 de junho de 1992, em La Dorada, município de San Miguel, Putumayo, Colômbia. Desde muito jovem está comprometido com os processos organizativos e comunitários dos povos indígenas. Realizou seus estudos de ensino fundamental, médio e formação técnica no município de Valle del Guamuez.

Ao longo de sua trajetória, trabalhou com organizações indígenas e instituições públicas, contribuindo para o fortalecimento de iniciativas de desenvolvimento comunitário, governança indígena e participação territorial. Atualmente atua como vice-presidente da União dos Médicos Indígenas Yageceros da Amazônia Colombiana (UMIYAC), onde contribui para o fortalecimento dos processos organizativos, a defesa dos conhecimentos tradicionais e o trabalho em favor das comunidades indígenas da Amazônia colombiana.

Destaca-se por seu compromisso, responsabilidade e espírito colaborativo, bem como por seu interesse permanente em continuar aprendendo para contribuir com o bem-estar coletivo e o fortalecimento dos povos indígenas.

Ernesto Evanjuanoy
Liderança indígena Inga e defensor da medicina ancestral

Ernesto Evanjuanoy é seguidor da medicina tradicional, liderança indígena e membro do povo Inga do sudoeste da Colômbia. Atualmente atua como presidente da União dos Médicos Indígenas Yageceros da Amazônia Colombiana (UMIYAC).

Possui uma ampla trajetória na defesa dos direitos da Mãe Terra, dos médicos tradicionais e dos sistemas de conhecimento e medicina ancestral dos povos indígenas. Seu trabalho é voltado para a proteção e o fortalecimento da cultura, do território e dos saberes tradicionais diante de sua extração indiscriminada, comercialização e transformação fora de seus contextos espirituais, comunitários e territoriais. Ao longo de sua trajetória, atuou como governador de sua comunidade e ocupou importantes cargos como autoridade tradicional.

Em um contexto marcado pelo conflito armado colombiano, liderou processos comunitários e levou a medicina tradicional a comunidades profundamente afetadas pela violência. Por meio desse trabalho próximo às comunidades e ao território, promove a construção da paz, a cura dos traumas da guerra e a reconciliação das comunidades consigo mesmas, com seus territórios e com a Mãe Terra.

Benjamin De Loenen
Fundador e diretor executivo do ICEERS

Nos últimos 23 anos, o trabalho de Benjamin De Loenen tem sido dedicado a enfrentar os desafios críticos relacionados à globalização da ayahuasca e de outras medicinas tradicionais indígenas. Seu compromisso mais profundo é garantir que o caminho do cuidado coletivo fortaleça todas as comunidades envolvidas, promovendo alianças entre os sistemas de conhecimento ancestral e ocidental a serviço da cura coletiva e de um futuro regenerativo.

Em 2009, Benjamin fundou a organização sem fins lucrativos ICEERS (iceers.org) como o principal veículo para levar essa missão ao mundo. A partir de 2022, atuou como Codiretor Interino do Indigenous Medicine Conservation Fund (IMC.fund) durante seus anos formativos, até que os codiretores indígenas assumiram a liderança em 2024.

Ele também integrou o Conselho da Global Ibogaine Therapist Alliance, é autor do documentário Ibogaine – Rite of Passage (2004) e do livro Ayahuasca Reframed (2012), é palestrante TEDx e já ministrou conferências em diversas partes do mundo.

Desde 2019, Benjamin tem se dedicado a aprofundar o estudo das ontoepistemologias indígenas, por meio de alianças com guardiões do saber ancestral, comprometendo-se a alinhar sua vida, suas relações e seu trabalho com os aprendizados desse caminho.

Nixiwaka Biraci Brasil Yawanawa
Presidente do Instituto Nixiwaka e liderança Yawanawa

Nixiwaka Biraci Brasil Yawanawa é uma renomada liderança espiritual e política do Povo Yawanawa, Acre, Amazônia brasileira. Ao longo de sua vida, tem se dedicado à preservação da cultura, espiritualidade e dos direitos territoriais de seu povo, com especial atenção à proteção da floresta amazônica.
Sob sua liderança, o Povo Yawanawa obteve o reconhecimento oficial de seu território ancestral e iniciou um movimento de revitalização cultural, com foco na transmissão de saberes tradicionais às novas gerações e na ampliação do diálogo com o mundo.

Desde a década de 1980, Nixiwaka tem sido uma voz importante no movimento Indígena brasileiro, colaborando na fundação de organizações Indígenas amazônicas e latino-americanas. É presidente do Instituto Nixiwaka e um dos criadores da Conferência Indígena da Ayahuasca.

Sua trajetória também se destaca pela construção de pontes entre os conhecimentos ancestrais e os debates contemporâneos sobre sustentabilidade e equilíbrio ecológico. Sua liderança é marcada por um compromisso com a preservação da memória e autonomia de seu povo, a sabedoria ancestral e a urgência de fortalecer as vozes Indígenas no cenário global na construção de um mundo de paz e sustentabilidade.

Benki Piyãko
Presidente do Instituto Yorenka Tasorentsi e Liderança Ashaninka

Benki Piyãko é uma importante liderança do Povo Ashaninka do Rio Amônia, amplamente reconhecido como empreendedor social, ativista ambiental e defensor dos direitos humanos. Além de ser um líder espiritual Indígena, ele é um dos criadores da Conferência Indígena da Ayahuasca. Como Presidente do Instituto Yorenka Tasorentsi, em Marechal Thaumaturgo, Estado do Acre, ele desenvolve atividades de reflorestamento de áreas degradadas, piscicultura, e a formação e conscientização da sociedade local e global sobre a proteção ambiental e o fortalecimento cultural Indígena.

Como guardião das tradições ancestrais de seu povo, Benki se empenha em transmitir conhecimentos sobre a floresta, a medicina tradicional e a espiritualidade Ashaninka. Ele é uma voz influente em fóruns nacionais e internacionais e coordena iniciativas locais e globais voltadas para a proteção ambiental, incluindo a preservação das nascentes dos rios e o fortalecimento das comunidades Indígenas, tanto no Brasil quanto em outros países. Além disso, é amplamente reconhecido por sua sabedoria, habilidade de diálogo e compromisso inabalável com a preservação do patrimônio ambiental e cultural do planeta.

Tópicos

Bioculturas

Ayahuasca
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Ingressos

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FÓRUM MUNDIAL DA AYAHUASCA
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